Mosteiro dos Jerónimos e os Orgãos de Estaline
Aliás até sei!
Num dos maiores e mais representativos monumentos portugueses, um dos ex-libris da cidade de Lisboa e onde há centenas de anos se celebra diariamente a arte e o engenho dos portugueses, desde os que partiram para Descobrir ou Achar novos Mundos, até aos artífices e canteiros que moldaram as pedras que no seu conjunto fazem a grandiosidade deste monumento, dizia eu, está "plantado" um orgão moderno, eléctrico e que numa igreja do Siza Vieira com as suas linhas rectas e os seus jogos de luz talvez, e sublinho o talvez, pudesse ter lugar.
Mas não, este instrumento musical, está mesmo "plantado" num dos braços laterais da nave dos Jerónimos, com um fios eléctricos espalhados pelo chão, e a dar uma triste imagem do modo como se trata o património em Portugal.
Já me inibo de falar sobre as colunas de som aparafusadas em colunas de pedra de modo a levar a voz dos celebrantes aos mais recônditos recantos da igreja, ou de alguns projectores de luz que embora necessários são de um mau gosto atroz!
Mas agora ter um orgão com as dimensões deste e no local onde está, é absolutamente deprimente, porque não montá-lo no coro alto, ou num local onde não interfira com a estética do local!
Claro que fazer isso teria certamente uma implicação imediata que seria, não mostrar a "bela obra" que se está a fazer em "prol" da cultura, e uma peça deste calibre deve na opinião de muitos iluminados estar à vista de todos!
Na segunda guerra mundial, penso eu, mas se estiver errado corrijam-me, nos exércitos russos surgiu uma arma capaz de disparar quase em simultâneo vários misséis e que se chamava Katiuska, com o "petit-nom" de Orgão de Estaline, pois na minha opinião quem permitiu a colocação deste orgão no local onde está devia pertencer à divisão de artilharia do ditador soviético, tal foi a decisão de bombardear o equilíbrio estético dos Jerónimos!
Meus amigos, despeço-me com um abraço!
























